RESOLUÇÃO DE CISTO ÓSSEO SIMPLES APÓS EXPLORAÇÃO CIRÚRGICA

RELATO DE CASO CLÍNICO

Autores

  • Letícia Maria Pereira Teixeira
  • Luciana Lourenço Ribeiro Vitor
  • Joselene Yamashita
  • Sara Nader Marta
  • Beethoven Estevão Costa
  • Camila Lopes Cardoso

Palavras-chave:

Cistos ósseos., Cisto não odontogênico., Estomatologia.

Resumo

Paciente do sexo masculino, leucoderma, 20 anos de idade, foi encaminhado
para avaliação de área radiolúcida em mandíbula visualizada
em radiografia panorâmica de rotina para planejamento ortodôntico.
O exame físico intrabucal revelou ausência de sinais e
sintomas. Na história médica, não havia nada digno de nota. A radiografia
panorâmica revelou área radiolúcida unilocular com margens
festonadas dos dentes 35 ao 37 e ausência do dente 38. Os testes de
vitalidade pulpar dos dentes envolvidos foram positivos. Tomografia
computadorizada de feixe cônico mostrou ausência de reabsorção radicular
e envolvimento medular predominante. Assim, o diagnóstico
presuntivo foi de cisto ósseo simples ou queratocisto odontogênico.
Optou-se inicialmente pelo acompanhamento clínico e radiográfico
da alteração. Após três meses, a lesão permaneceu inalterada,
entretanto, diante da ansiedade dos pais e interesse no tratamento
ortodôntico, foi feita uma cirurgia com finalidade exploratória. No
transoperatório foi constatada uma cavidade óssea, sem conteúdo e
revestimento, portanto o diagnóstico final foi de Cisto ósseo simples
(COS). O COS é uma lesão não neoplásica que acomete mais a segunda
década de vida. Sua etiologia ainda não é bem esclarecida,
mas acredita-se que seja de origem traumática. Como seus aspectos
clínicos e radiográficos são bastante conclusivos, a proservação
através de exame clínico e radiográfico tem sido recomendada. Em
alguns casos, pode ser indicada a realização de uma exploração cirúrgica
confirmando o diagnóstico. Por fim, o presente caso clínico                                                                                                                               ilustra a evolução de cicatrização de um COS após 6 meses de                                                                                                                  exploração cirúrgica, demonstrando ser uma opção terapêutica viável.

Publicado

2022-03-23

Edição

Seção

Relato de Experiência